#312 – Como recriar cervejas históricas sem inventar história

Brassagem Forte

O fascínio do passado e a armadilha da “receita original”

Neste episódio do Brassagem Forte, Henrique Boaventura conversa com João Kolling sobre um desejo comum de quem faz cerveja: olhar para trás e tentar entender como eram as cervejas de outras épocas. À medida que o cervejeiro se aprofunda, surge o “novo hobby”: caçar estilos perdidos em livros antigos, tabelas estranhas e ingredientes com nomes bizarros e que hoje não são amplamente disponíveis. No entanto, é justamente aí que mora o risco. Afinal, recriar cervejas históricas não é nostalgia e, muito menos, teatro de “eu fiz a receita original”.

João bate num ponto central: a materialidade histórica ficou no passado. Portanto, mesmo que você encontre uma receita de arquivo, ela não é “a original”, no sentido prático. Mudaram a cevada, a malteação, as fontes de calor, o equipamento, a lupulagem, as safras e até os açúcares usados. Assim, o objetivo realista não é cópia perfeita: é releitura, dentro do que é possível hoje, com critérios técnicos.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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#302 – História da cerveja alemã, Rauchbier e Bamberg

Neste episódio especial do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebe o austríaco Andreas Krennmair, para um mergulho histórico e técnico nas tradições cervejeiras alemãs.

É mais um papo de altíssimo nível e conhecimento, que conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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#299 – Brassando com Estilo: Best Bitter

Brassando com Estilo

A introdução de um estilo histórico

Este episódio da série Brassando com Estilo reúne Henrique Boaventura e João Kolling, cervejeiro brasileiro radicado na Escandinávia, para uma conversa profunda sobre um dos estilos ingleses mais tradicionais e ao mesmo tempo desafiadores de se reproduzir: Best Bitter.

Kolling, profissional desde 2013 e com passagens por cervejarias como Seasons, Dogma e a sueca Good Guys Brew, atualmente comanda a produção da Scouse Kjelleren em Oslo, Noruega. Além de elaborar receitas para mais de 14 bares e restaurantes, ele mantém viva a tradição do serviço em cask ale, prática que exige conhecimento técnico e respeito às raízes da cultura britânica da cerveja.

“A vida era mais simples, né? Era abrir a torneira, servir três palmos de espuma e deixar a cerveja se formar sem gaseificação”, comenta Boaventura, refletindo sobre a essência das ales inglesas.

No bar em que atua, Kolling serve regularmente a Oslo Best Bitter (OBB), uma cerveja de linha que mantém viva a tradição das Bitters, tanto na receita quanto na apresentação: clarificação perfeita, baixa carbonatação e serviço no cask com beer engine — a bomba manual que puxa a cerveja diretamente do barril sem o uso de CO₂.

Não perca esse episódio, que conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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