#313 – A Hora Ácida: Sidra selvagem, pt. 2

Do espumante barato à sidra com identidade própria

Neste segundo episódio sobre sidra, Henrique Boaventura e Diego Simão entram no que chamam de “selvageria”: fazer sidra sem depender do caminho mais comum no Brasil, que é usar leveduras de vinho, especialmente as de espumante. Essa escolha, por um lado, ajudou a consolidar a imagem popular da sidra como “espumante barato” consumido bem gelado na virada do ano. Por outro lado, ela também limitou o imaginário técnico do homebrewer, porque a conversa frequentemente vira “qual levedura de vinho (tipo Red Star) deixa mais parecido com espumante?”. Assim, a sidra deixa de ser sidra e vira uma cópia sensorial de outra bebida.

A proposta da sidra selvagem, portanto, é mudar o alvo. Em vez de buscar padronização e neutralidade, a ideia é descobrir no que aquele suco de maçã pode se transformar quando fermenta com microrganismos diferentes. Além disso, isso ajuda a derrubar um lugar-comum recorrente: “maçãs brasileiras não servem para sidra”. Segundo Diego, dá para fazer sidra sim; no entanto, é preciso abandonar a “levedura neutra” que empurra o produto para o perfil de espumante e, consequentemente, explorar identidades novas.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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